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Medos noturnos e pesadelos: Como ajudar o seu flho a sentir-se seguro à noite

  • Foto do escritor: Ana Pacheco
    Ana Pacheco
  • há 5 horas
  • 2 min de leitura

O seu filho acorda a gritar, a chamar por si, com o coração a bater acelerado. Ou então recusa-se a ir para a cama porque "há qualquer coisa no armário". Estes momentos são difíceis, para ele e para si. Mas são também uma parte completamente normal do desenvolvimento infantil.


Entre os 2 e os 6 anos, a imaginação da criança está num pico de desenvolvimento. Ela é capaz de criar mundos inteiros na sua mente, e os monstros fazem parte desse mundo. Não é fraqueza, não é manipulação. É o cérebro a crescer.


Evite dizer "não há nada aí" para a criança, há. Validar o medo ("percebo que tens medo, e estou aqui") é mais eficaz do que tentar convencê-la de que o medo é irracional.


A diferença entre pesadelos e terrores noturnos é importante de conhecer:


Pesadelo: acontece na 2ª metade da noite, a criança acorda e recorda o sonho

Terror noturno: acontece nas primeiras horas, a criança não acorda realmente e não recorda


No caso dos terrores noturnos, o melhor que pode fazer é garantir que a criança está em segurança e aguardar. Tentar acordá-la ou acalmá-la pode prolongar o episódio. É assustador de ver, mas passa.


Para os medos noturnos, há estratégias que ajudam: uma luz de presença, um objeto de conforto (um peluche de confiança), uma pequena rotina de "verificação do quarto" antes de dormir, ou o famoso "spray anti-monstros" água com lavanda numa garrafa que a própria criança pode usar. O poder está no controlo: quando a criança sente que tem uma ferramenta, o medo reduz.


Se os medos forem muito intensos, frequentes ou estiverem a perturbar significativamente o sono e o bem-estar da criança, vale a pena conversar com o pediatra. Não hesite.

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